sábado, 9 de março de 2013
Daddy
Voltei tarde eu sei, mesmo assim voltei. Em março, um mês digno de se escrever. Talvez não escrevi pela falta de tempo ou pela tristeza acumulada. Muito se passou durante janeiro e fevereiro. Lidei com algo muito complicado com a minha família, o que me tornou ainda mais madura do que já me considero. Tenho pouca idade mas já lidei com muito, o que me deu a força para poder continuar com um sorriso na cara. Porque é no nosso pior estado que descobrimos quem realmente somos. As pessoas não me dão espaço, nem tempo. Sou uma pessoa solitária e não mudaria nada em mim. Gostava eu, alguma vez, de poder passar despercebida, ou ser invisível, soubesse eu o futuro. O mau futuro que me esperava, as discussões, os gritos, o choro, o barulho da porta a ser fechada e a ida de alguém importante. Tudo acontece por uma razão e no fim e a cabo tudo acabará bem. Ou a não ser, que só seja na pura das mais puras coisas, chamada morte, que encontraremos a felicidade. Um sentimento tão estranho como quem o sente. Estou habituada a lidar com o mau, mas tenho de me lembrar, que a minha solidão e que a minha mente aberta, um dia, vão poder mudar o mundo de qualquer maneira.
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