Boa tarde. Já há uns dias que vinha aqui falar sobre um assunto que me abordaram numa aula. Um tema de moralidade. Era uma pergunta há qual tinhamos de dar a resposta. A pergunta se bem me lembro era: A Maria e a Sofia, são melhores amigas. Um dia foram ás compras, no centro comercial. A Sofia está com a Maria, e a Sofia rouba uma peça de roupa, com a Maria a observar. O guarda vai ter contigo e diz-te "Diz-nos o nome da rapariga que roubou.".
Agora é uma questão de moralidade, fui a única incompreendida na turma, que estava na opinião do contra (estou bastantes vezes nessa trágica situação de ser sempre do contra). "O que farias no caso da Maria?" Entregava-a. Amigas, amigas, roubos há parte. Cometeu um crime, e ninguém sai de um crime sem um castigo. Pelo menos isso era o que devia ser feito e o que por vezes não acontece neste mundo a que chamamos mundo. Cometeu um crime. Foi pequeno. Uma peça de roupa. E então? Deixa de o ser por ser apenas uma insignificante peça de roupa? Roubou. E mesmo sendo a minha melhor amiga, ou independentemente de quem fosse, iria acusá-lo. Não importa o tamanho do crime. Um crime é mau, e está errado. Se estivesse certo não merecia castigo. Mas se queremos pessoas com educação temos de ser justos com a lei. Amizade não é lei. Poderia amá-la incondincionalmente (o que é impossível, porque ninguém ama os amigos, amar é um termo forte) que a iria denunciar na mesma. Tinha de ser castigada, ter o que merecia. Educação. Há que a tê-la. Sou uma menina de principios. Não sou uma mulher, porque apesar de pensar que o sou, sou apenas uma criança que reconheçe um erro, o erro que é roubar. Um crime. Castigo. Severo. Não importa a idade, importa a maturidade. E quem não disse-se o nome da amiga, iria ser um irresponsável e também ele um criminoso! Nunca na vida quero estar com alguém que cometa crimes há minha frente; nem há minha frente nem na minha traseira. Porque só vemos o que nos convém. E isso é muito mau. O mundo é mau. Porque numa turma de 20 alunos, eu era e sou, a única a pensar nesta maneira. Secalhar estou errada, não sei. Secalhar sou mais madura e mulher, e saber que não queria saber que essa minha "melhor amiga" me vira-se as costas, por eu a ter denunciado. Não roubasse. Eu acho que não é preciso razão para roubar\ assaltar... Acredito na ciência e não na sorte. O mundo tem os seus motivos? Acho que não são precisos motivos para cometer um crime. Dinheiro? Fama? (a fama que muitos gostariam de ter). Qual é o interesse de roubar roupa? Imaginemos que a rapariga era pobre. Não era muito mais nobre (e roubar é tudo menos nobre) roubar uma peça de fruta? Alimentos? Água? Daquilo que nos mantem vivos. Sou pobre, tu também o és. E todos somos, neste mau preciso momento. Mas há uns que se aguentam, familias com emprego, dinheiro de herdade, maneiras possiveís; há outros, pobres esses sim, tem a palavra exata, que nem para comida tem um tostão. O que é mais importante: viveres nu, ou morreres bonito? Ás vezes penso que as pessoas não pensam com a cabeça. Puxem a mente. A cabeça... afinal têm uma para quê? Para julgar os outros? Não julguem e façam o que está certo. O mundo vai mal, sê um dos poucos que faz o bem. O correto. Não faças o mal e o errado. O correto e o errado. Destinguios.
Há opiniões e opiniões eu entendo-te e a minha é muito diferente mas uma coisa que não se discute ser poética é ser poética e aqui a poética és tu!
ResponderEliminarAdoro a forma como adoras os meus textos. Obrigada.
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