quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O correto e o errado

Boa tarde. Já há uns dias que vinha aqui falar sobre um assunto que me abordaram numa aula. Um tema de moralidade. Era uma pergunta há qual tinhamos de dar a resposta. A pergunta se bem me lembro era: A Maria e a Sofia, são melhores amigas. Um dia foram ás compras, no centro comercial. A Sofia está com a Maria, e a Sofia rouba uma peça de roupa, com a Maria a observar. O guarda vai ter contigo e diz-te "Diz-nos o nome da rapariga que roubou.".
Agora é uma questão de moralidade, fui a única incompreendida na turma, que estava na opinião do contra (estou bastantes vezes nessa trágica situação de ser sempre do contra). "O que farias no caso da Maria?" Entregava-a. Amigas, amigas, roubos há parte. Cometeu um crime, e ninguém sai de um crime sem um castigo. Pelo menos isso era o que devia ser feito e o que por vezes não acontece neste mundo a que chamamos mundo. Cometeu um crime. Foi pequeno. Uma peça de roupa. E então? Deixa de o ser por ser apenas uma insignificante peça de roupa? Roubou. E mesmo sendo a minha melhor amiga, ou independentemente de quem fosse, iria acusá-lo. Não importa o tamanho do crime. Um crime é mau, e está errado. Se estivesse certo não merecia castigo. Mas se queremos pessoas com educação temos de ser justos com a lei. Amizade não é lei. Poderia amá-la incondincionalmente (o que é impossível, porque ninguém ama os amigos, amar é um termo forte) que a iria denunciar na mesma. Tinha de ser castigada, ter o que merecia. Educação. Há que a tê-la. Sou uma menina de principios. Não sou uma mulher, porque apesar de pensar que o sou, sou apenas uma criança que reconheçe um erro, o erro que é roubar. Um crime. Castigo. Severo. Não importa a idade, importa a maturidade. E quem não disse-se o nome da amiga, iria ser um irresponsável e também ele um criminoso! Nunca na vida quero estar com alguém que cometa crimes há minha frente; nem há minha frente nem na minha traseira. Porque só vemos o que nos convém. E isso é muito mau. O mundo é mau. Porque numa turma de 20 alunos, eu era e sou, a única a pensar nesta maneira. Secalhar estou errada, não sei. Secalhar sou mais madura e mulher, e saber que não queria saber que essa minha "melhor amiga" me vira-se as costas, por eu a ter denunciado. Não roubasse. Eu acho que não é preciso razão para roubar\ assaltar... Acredito na ciência e não na sorte. O mundo tem os seus motivos? Acho que não são precisos motivos para cometer um crime. Dinheiro? Fama? (a fama que muitos gostariam de ter). Qual é o interesse de roubar roupa? Imaginemos que a rapariga era pobre. Não era muito mais nobre (e roubar é tudo menos nobre) roubar uma peça de fruta? Alimentos? Água? Daquilo que nos mantem vivos. Sou pobre, tu também o és. E todos somos, neste mau preciso momento. Mas há uns que se aguentam, familias com emprego, dinheiro de herdade, maneiras possiveís; há outros, pobres esses sim, tem a palavra exata, que nem para comida tem um tostão. O que é mais importante: viveres nu, ou morreres bonito? Ás vezes penso que as pessoas não pensam com a cabeça. Puxem a mente. A cabeça... afinal têm uma para quê? Para julgar os outros? Não julguem e façam o que está certo. O mundo vai mal, sê um dos poucos que faz o bem. O correto. Não faças o mal e o errado. O correto e o errado. Destinguios.

2 comentários:

  1. Há opiniões e opiniões eu entendo-te e a minha é muito diferente mas uma coisa que não se discute ser poética é ser poética e aqui a poética és tu!

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